Geração “João sem braço”.
Primeiro, explicando a expressão…
No princípio do século passado, Portugal vivia um momento de agitação política iniciado em 1906, quando o rei Carlos I e o príncipe herdeiro foram assassinados e Dom Manuel subiu ao trono. Mas isso não acalmou os opositores da realeza, que decidiram iniciar um movimento revolucionário e conseguiram a deposição do novo rei e o início do sistema republicano de governo no país. Porém, todo mundo sabe o que revolução ali queria dizer: uma ação armada que tem como objetivo a substituição violenta dos detentores do poder, geralmente trazendo em sua esteira a morte, a mutilação e a ruína de gente que se envolveu na disputa às vezes contra sua própria vontade, ou então porque infelizmente estava no meio do caminho.
No caso de Portugal, as regras determinavam que feridos e aleijados não podiam ser deslocados para o campo de batalha. Assim, como a simulação de que alguém não tinha ou um, ou os dois braços, transformou-se em razão para afastá-lo das obrigações de trabalho, os gozadores da época aproveitaram a farsa em moda e criaram a expressão “dar uma de João sem-braço” , que passou a ser aplicada em todas as situações onde o cidadão apresentava alguma desculpa meio marota para justificar o descumprimento de compromissos, a intenção de não assumir responsabilidades, ou qualquer ação praticada com esperteza mal-intencionada. Fonte: Fernando Dannemann
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Certa vez, tive que esperar numa fila aqui no trabalho, coisa que todos os funcionários precisavam fazer. Porém, num espaço curto de dez minutos que aguardei na fila - que cheguei cedo para não estar grande - cerca de três pessoas utilizaram a técnica João Sem Braço. Excluo outras duas automaticamente; Uma grávida de sete meses e uma mãe com bebê de colo.
As outras três eram: uma grávida de DOIS MESES. O que tem de errado com ela? O bebê ainda é um abacate e eu a conhecia, não tinha nada de errado com ela. Um senhor que tinha condições, mas deu uma de perdido “oi, o que? onde estou? pra onde vou?” e a moça ficou com dó e passou o cara, que depois foi embora sem sinal algum de labirintite. E a terceira pessoa foi uma garota da minha idade que simplesmente furou fila no maior estilo “sou invisível e ninguém vai me ver!”
Agora, eu pergunto. Diariamente, quantas pessoas têm preguiça de seguir regras e ordens e tentam escapar de suas obrigações inventando, inclusive, a morte da avó? Eu conheço gente que já matou a família toda com esse tipo de desculpa, hahaha.
A questão é: sua consciência fica como, depois de mentir tanto, simplesmente para “adiantar um processo”? Pense nisso, da próxima vez que for responder com “ah, é que eu tive que…” e não for a verdade! Esperar na fila é chato. Entregar trabalho é chato. Mas, o fato de fazê-lo no tempo certo, da maneira correta, vai te ensinar coisas que você perderá a oportunidade de aprender, se simplesmente dar uma de joão sem braço!
PAX
Aura.











